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About a Girl

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"Nasci em 1992, no interior do estado. A dança-teatro e o cinema formaram meu primeiro imaginário: a palavra vinha como complemento das imagens. Quando descobri os livros, bem cedo, aceitei-os apenas como o lugar das palavras e das idéias, vendo as imagens a que remetiam ou sugeriam, como fantasmas imponderáveis e sem substância, descabidos, impróprios para aquele tipo de veículo. Quando me pedem que fale de mim mesma, sinto o incômodo, pergunto: que imagem devo projetar? Tenho tantas. Acho que a melhor para o caso é a que passo nos próprios posts, de alguém que escreve mas não acredita nos fantasmas das palavras, embora eles sejam inevitáveis. E a melhor forma de conviver sem temor com essas fantasias é jogar com elas, torná-las risíveis, desautorizá-las, de modo a evitar o poder técnico abusivo que tem quem escreve, para iludir o leitor."

Aos destinatários destas palavras

"Pra dilatarmos a alma
Temos que nos desfazer
Pra nos tornarmos imortais
A gente tem que aprender a morrer
Com tudo aquilo que fomos
E tudo aquilo que somos nós"


O Teatro Mágico

Quem lê

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Mostrando postagens com marcador Alice aos 80 - David S. Slavitt. Mostrar todas as postagens
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"Continuamente leva a mão ao bolso traseiro da calça para sentir a segurança do frasco arredondado de bebida, de alumínio fino mas sólido, prometendo consolo e coragem, assim que ele possa encontrar um lugar convenientemente isolado. Como Fotheringay, que também bebia às escondidas.

Fotheringay, companheiro no serviço da Guarda Escocesa, certa vez admitiu que o homem que bebe sozinho é o pior tipo de bêbado, mas quando Caryl perguntou por que então não procurava se corrigir, Fotheringay respondeu: - Ora, Caryl, as pessoas que podem se controlar não compreendem o problema. Não têm a mínima ideia do que é a vida. Vivem em um sonho. Para nós, o único meio é com a ajuda da bebida."

O Mergulho

Posted on 13:14 In:



























"Apóia-se no atril para se equilibrar melhor.
Seria terrível desmaiar, pensa ela.
Mas seria aceitável morrer ali, para ser transladada do tempo naquele instante, conduzida para a eternidadde por aquele aplauso infatigável.
Ser devolvida àquele País das Maravilhas, que ela viu de relance mas nunca conheceu, ou no qual viveu tão brevemente, que mal consegue se lembrar!
Os olhos de Carrol*, ela lembra bem, eram límpidos e tristonhos, mesmo quando ele contava piadas, mesmo quando estava rindo.
Ser devolvida àquele olhar sombrio ou finalmente se libertar dele - as duas coisas seriam aceitáveis."







*Lewis Carrol, escritor de Alice in Wonderland