
[...] e ele tinha gosto de cerejas rosadas.
Nunca gostei de cerejas, mas me lembram coisas doces e coloridas. E era exatamente assim que eu me sentia quando ele não tinha mais de partir.
Não é saudade.
É que quando ele esta perto minha cabeça descansa.
Acho que são aqueles olhos.
Mas não, não é saudade.
Me sinto tão ligada a alguma força ou conectividade com sua vida, que acabo perdendo a minha própria.
Algumas coisas nunca poderão ser ditas, apenas sentidas. E eu guardo uma enorme conectividade com ele na minha cabeça que nunca poderei explicar, e tenho medo de até nunca poder abandonar.
Apesar de tudo, sinto falta de uma boa briga de travesseiros misturada com beijos e risadas.
Acho que amantes sempre sentem ciúmes quando sabem que o outro esta conseguindo muito bem se divertir "sozinho".
Sabe de uma coisa?
Como o amor é possessivo!
Existe coisa mais parecida com amor do que a morte?
Não é a coisa mais linda e mística do mundo?
Não amar é sofrer, amar é sofrer ainda mais.
Morrer é um mistério. Para uns é sofrer para outros é começar a viver.











