
e eu me sinto abandonada.
sabe, não é culpa de ninguém.
também não é culpa minha precisar de escrever pra saber o que realmente sinto. e que na maioria das vezes esta tudo nas entrelinhas, e quando consigo enxergar já é tarde.
sabe, a noite é mais difícil. não é pelo fato deu não conseguir dormir, mas sim pelo fato de você ter de encarar a si mesmo num quarto escuro e sozinho.
parece simples. ora! todo mundo faz isso antes de dormir, se pega só com seus pensamentos não é mesmo?
eu já não sei mais como é essa coisa de estar sozinha, e não, não é só se "acostumar". acredite estou tentando faz meses.
também não é só uma questão de lotar sua agenda de afazeres.
acho que eu esperava mais destas férias.
talvez, estivesse enxergando as antigas férias e depositando tudo delas nessas.
porque ano passado, eu ainda não sabia que se precisava mais do que amar alguém para se sentir completo. talvez eu saiba de tudo e talvez eu não saiba de nada. eu só sei que não sei de nada.
bah! filosofia.
sabe, Sócrates poderia me dizer uma coisa: se pensar é tão bom, porque isso acaba com a minha vida?
estou cansada de pensar e pensar e planejar e imaginar e criar expectativas e bum!
nada.
estou cansada de tentar me enganar que serão ótimos dias saindo com pessoas que irei conhecer e tentar criar laços insignificantes que não levarão a nada, porque seus grupinhos sempre são e serão. criar planos de seriados. de escritas deixadas de "presente" para a esperada volta (essas escritas tomam bastante meu pensamento, mas nunca me levam ao que quero). de cinemas e filmes e planos maravilhosos que me farão desviar meu pensamento da peça que falta.
mas porque sinto tanta falta?
porque deposito todo este sentimento de insegurança, abandono e insignificância em outra pessoa?
ninguém salva ninguém, será que a droga da minha mente ainda não cansou de bater a cara na parede?
e se este desabafo esta me levando em algum lugar ou me fazendo entender alguma coisa que se passa nessa mente trancafiada, a resposta é não.











