Era noite e ela andava com passo apressado na plataforma da estação. O trem para Amsterdã já estava à espera.
Procurava seu vagão.
Abriu a porta do compartimento para onde fora conduzida por um amável funcionário e viu Franz sentado num dos leitos. Levantou-se para recebê-la, ela tomou-o nos braços e cobriu-o de beijos.
Tinha vontade de dizer-lhe, como a mais comum das mulheres: não me deixe, me guarde perto de você, me escravize, seja forte! Mas eram palavras que não podia e não sabia pronunciar.
Quando ele afrouxou o abraço ela apenas disse: -Como estou contente de estar com você! - Com sua natural discrição não podia dizer mais do que isso.