Sinto-me tênue, vaga, diluída, desumana, sem fibra e a perder tempo com bagatelas que afetam não só a mim, mas a todos que amo.
Por que machuco as pessoas que amo? Por que as iludo dizendo o que querem ouvir? Por que as traio?
Qual o intuito dessa necessidade de permanecer sempre em fuga?
Na verdade, eu me sinto tão trágica e calculista que ando escondendo meus impulsos até mesmo dos especialistas que se pactuaram em me ajudar... E, meu Deus, como me sinto a mais ruim das pessoas e com um incontrolável e assustador sentimento de permanecer sempre assim... Na Busca por algo, incessantemente buscando algo.
O quê? Não sei dizer ainda... Seria esse o meu kitsh? O meu monstro? Temo ser ele a minha destruição e a dele. Ninguém é capaz de suportar tanto, não importa o quanto ame.
Tenho consciência de ser o elo fraco e invasivo que sempre o testa, estremecendo-o até o último pingo dos nervos.
A minha busca é desumana e egoísta e ele é o néctar da bondade da natureza dos homens. Como eu gostaria de ser como ele. Como eu gostaria de ser como ele por ele.
Não duvido que amo;
Não duvide que amo;
Ele não duvida, eu sei.
Então a quem devo culpar? Ao kitsh? As pragas em meus livros? A arte que se foi? Ao transtorno?
Suporto tudo da minha auto destruição, menos rotular minhas ações pela medicina.
O silêncio.
Os ouvidos que não desejam mais ouvir nenhum tipo de conselho.
O sinal da própria perdição.
Mas é inacreditável como é capaz de deitar a cabeça no travesseiro a noite, fechar os olhos e simplesmente adormecer.
Ter a consciência da minha desgraça é o que me dá esperanças de mudar. Me agarrar que aprenderei a suportar a mudança sem a fuga, pela primeira vez na vida.
Por ele, por mim, por nós.












