ele me acorda todas as manhãs de dia de semana, se apoiando no meu colchão improvisado na sala também improvisada de livros de arte, tentando parecer um lugar culto.
ele se apoia no colchão, mas na verdade queria me abraçar, mas como os olhares dos moradores da casa são largos e profundos, ele apenas se apoia para poder enlaçar de alguma forma meu corpo sonolento.
uma voz rasteira e provocante me desperta para um novo dia com uma saudação e um olhar profundo e contente. não sei bem se esse olhar está é contente em me ver, mas a minha visão ainda embaçada se alegra completamente e o puxa pro colchão para um longo abraço de bom dia.
e aí sim, meu dia futuramente vegetativo tem algum fundamento sonhador.