
Ele é deplorável.
Joga com tudo que tem da maneira mais hedionda e perturbadora possível.
Ele nunca teve face, nunca teve uma vida que não estivesse mergulhada nos mantos maternais da mentira.
O cheiro que ficou na minha roupa me da náusea, parece algo limpo demais, falso demais cheio de amaciantes caros e muito bem passado.
Completamente engomado para enganar, são fios feitos com veneno de cobra.
Ninguém vê, e não desejo a mais ninguém o que foi de mim, mas felicidade sem verdade nunca existiu e não é agora que todas elas irão encontrá-la... Talvez por um tempo, ou muito, depende da cegueira do sentimento doentio.
Mas a verdade sempre vem a tona. Sempre.
Mas ele ainda assobia nos meus ouvidos, ainda me traga a olhar para as mentiras do presente.
E nesse presente o papel é mal escrito, cheio de palavras rapidamente rabiscadas e perturbadas.
Tornou-se feio, tornou-se finalmente real.
Era belo, áspero e intratável.











