
A verdade nua e crua era que sentia falta dele, mal podia imaginar a vida sem ele, estava sempre esperando encontrá-lo na sala ao lado, em uma das poltronas que sempre usava, ou entrando por uma porta, dizendo: "Ah, Alice!", com uma expressão que sempre parecia de prazer autêntico.
Não conseguia encará-la de frente, via apenas as sombras lançadas pela espera da morte.
Estava sendo tola e até covarde, estava cansada de se fingir corajosa.
Sem ele para servir de audiência, parecia não haver nenhuma razão para continuar a luta.
Havia suportado a morte dos pais com bravura, mas agora podia sentir o que bem quisesse.











