Uma vez conheci um viajante num café.

Ao deixar este lugar,
Ele escreveu que podia ter ido embora, mas que nunca me deixaria.
Mas, um dia, o viajante começou a me deixar... Aos poucos.

Eu tentei dizer...
Tentei lhe explicar que o que está escrito tem um significado muito maior do que o que é falado - e que era por isso que eu escrevia -.

O viajante se enfureceu porque eu li suas palavras secretas.

Só não sabia que foram as palavras mais belas que eu já havia lido em toda a minha vida.
E ao perceber que eram pra mim, e tomá-las - sem ter o direito - como um presente desviado pelo acaso, me senti por um momento a mais amada das criaturas daquela estrada.