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About a Girl

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"Nasci em 1992, no interior do estado. A dança-teatro e o cinema formaram meu primeiro imaginário: a palavra vinha como complemento das imagens. Quando descobri os livros, bem cedo, aceitei-os apenas como o lugar das palavras e das idéias, vendo as imagens a que remetiam ou sugeriam, como fantasmas imponderáveis e sem substância, descabidos, impróprios para aquele tipo de veículo. Quando me pedem que fale de mim mesma, sinto o incômodo, pergunto: que imagem devo projetar? Tenho tantas. Acho que a melhor para o caso é a que passo nos próprios posts, de alguém que escreve mas não acredita nos fantasmas das palavras, embora eles sejam inevitáveis. E a melhor forma de conviver sem temor com essas fantasias é jogar com elas, torná-las risíveis, desautorizá-las, de modo a evitar o poder técnico abusivo que tem quem escreve, para iludir o leitor."

Aos destinatários destas palavras

"Pra dilatarmos a alma
Temos que nos desfazer
Pra nos tornarmos imortais
A gente tem que aprender a morrer
Com tudo aquilo que fomos
E tudo aquilo que somos nós"


O Teatro Mágico

Quem lê

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Dos Sonhos

Posted on 22:33 In:





















"Eia mocidade de sonhos tantos!
Sonhos intensos e intermináveis,
Que parecem tragar-nos.

Prendemo-nos a eles ou nos prendem?!

Somos empurrados num solavanco
Forçados a abrir os olhos noite adentro
Insones...
Esvai-se nossa mocidade!
O reflexo no espelho é turvo.

“Será que aquilo tudo era real?”

Na aurora cai sobre nós um mundo,
Passos e passeios...
Que não se assemelham aos nossos.

Sem asas e entre seres vazios...
A dor sufocante no peito mais uma vez
Teria eu ficado louca?

“Oh, você não tem saída”, disse o Gato, “nós somos todos malucos aqui. Eu sou louco. Você é louca.”


                                      À menina das palavras e sonhos mordazes."



Por Salazar Felinto
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=35441





*Há tempos eu não recebia um presente tão especial quanto este.

Escuta-me...

Posted on 21:17 In:



























"O que digo,
Digo agora e digo sem demora
Antes que me acabe o tempo do suspiro
Quero um dia conhecer o rosto que se esconde atrás dos papiros.

E D’alva me escute e me livre
Que não seja uma dessas pobrezinhas
A se lamentar por suas violetas murchas e velhas.

Bem sei que em meio trevas
Acendes velas
Para iluminar o caminho que leva a teu rosto.

Mas os vapores me interrompem
Entre o caminho e você,
Existem infindos prazeres e amores
E não posso mudar o que já está posto.

Mas em uma noite dessas sovinas
Hei de ler-te
Como nenhum leu ainda."


http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=35441