"O que digo,
Digo agora e digo sem demora
Antes que me acabe o tempo do suspiro
Quero um dia conhecer o rosto que se esconde atrás dos papiros.

E D’alva me escute e me livre
Que não seja uma dessas pobrezinhas
A se lamentar por suas violetas murchas e velhas.

Bem sei que em meio trevas
Acendes velas
Para iluminar o caminho que leva a teu rosto.

Mas os vapores me interrompem
Entre o caminho e você,
Existem infindos prazeres e amores
E não posso mudar o que já está posto.

Mas em uma noite dessas sovinas
Hei de ler-te
Como nenhum leu ainda."


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