"Eia mocidade de sonhos tantos!
Sonhos intensos e intermináveis,
Que parecem tragar-nos.

Prendemo-nos a eles ou nos prendem?!

Somos empurrados num solavanco
Forçados a abrir os olhos noite adentro
Insones...
Esvai-se nossa mocidade!
O reflexo no espelho é turvo.

“Será que aquilo tudo era real?”

Na aurora cai sobre nós um mundo,
Passos e passeios...
Que não se assemelham aos nossos.

Sem asas e entre seres vazios...
A dor sufocante no peito mais uma vez
Teria eu ficado louca?

“Oh, você não tem saída”, disse o Gato, “nós somos todos malucos aqui. Eu sou louco. Você é louca.”


                                      À menina das palavras e sonhos mordazes."



Por Salazar Felinto
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=35441





*Há tempos eu não recebia um presente tão especial quanto este.