
Minha querida Maria,
Ontem quando fui me deitar, havia uma libélula muito branca em repouso no meu travesseiro.
Fiquei intrigada de como esse pequeno inseto havia parado nas alturas do décimo andar do edifício em que moro.
Fui me aproximando lentamente da cama e então ela começou a voar em todos os cantos do quarto, até parar na porta. Eu a fechei do lado de fora com cuidado pra ela não se danar a voar de novo, deitei na cama e peguei um livro pra ler. Mas escutei novamente um barulho de asas. Olhei pro chão perto da porta, e lá estava ela. Havia passado por debaixo da porta e voltado pro quarto.
Fiquei imóvel esperando para o que ela ia fazer, então ela pousou no meu colo por um breve instante, voou um pouco mais ao meu redor, e foi embora pela janela ao meu lado.
Nesse exato momento Maria, eu me lembrei de você.
E mesmo que você não se lembre de quem sou eu, ou mesmo que você nunca tenha podido guardar meu nome, minha voz, minha fisionomia atual... no fundo eu sei que você se lembra da menininha de vestido vermelho que ia te visitar nos fins de semanas e que planejava secretamente uma coreografia desengonçada de dança pra você.
A verdade é que ela sempre te viu como alguém fraca e dependente, mas isso não significa que ela nunca te amou. E sim Maria, ela te ama, e a menininha que cresceu também.
E ao apagar as luzes do quarto, senti uma lágrima quente na minha face. A janela estava aberta, e aquela lágrima parecia escondida pela fraca luz do luar.
Veja, não diga que a canção está perdida. Tenha em fé em Deus, tenha fé na vida.
Tente outra vez...
Beba, pois a água viva ainda está na fonte, você tem dois pés para cruzar a ponte.
Nada acabou...
Tente. Levante sua mão sedenta e recomece a andar. Não pense que a cabeça agüenta se você parar...
Queira. Basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo.
Tente outra vez...
Tente e não diga que a vitória está perdida, se é de batalhas que se vive a vida...
Há uma voz que canta, há uma voz que dança, há uma voz que gira bailando no ar.
Ontem quando fui me deitar, havia uma libélula muito branca em repouso no meu travesseiro.
Fiquei intrigada de como esse pequeno inseto havia parado nas alturas do décimo andar do edifício em que moro.
Fui me aproximando lentamente da cama e então ela começou a voar em todos os cantos do quarto, até parar na porta. Eu a fechei do lado de fora com cuidado pra ela não se danar a voar de novo, deitei na cama e peguei um livro pra ler. Mas escutei novamente um barulho de asas. Olhei pro chão perto da porta, e lá estava ela. Havia passado por debaixo da porta e voltado pro quarto.
Fiquei imóvel esperando para o que ela ia fazer, então ela pousou no meu colo por um breve instante, voou um pouco mais ao meu redor, e foi embora pela janela ao meu lado.
Nesse exato momento Maria, eu me lembrei de você.
E mesmo que você não se lembre de quem sou eu, ou mesmo que você nunca tenha podido guardar meu nome, minha voz, minha fisionomia atual... no fundo eu sei que você se lembra da menininha de vestido vermelho que ia te visitar nos fins de semanas e que planejava secretamente uma coreografia desengonçada de dança pra você.
A verdade é que ela sempre te viu como alguém fraca e dependente, mas isso não significa que ela nunca te amou. E sim Maria, ela te ama, e a menininha que cresceu também.
E ao apagar as luzes do quarto, senti uma lágrima quente na minha face. A janela estava aberta, e aquela lágrima parecia escondida pela fraca luz do luar.
Veja, não diga que a canção está perdida. Tenha em fé em Deus, tenha fé na vida.
Tente outra vez...
Beba, pois a água viva ainda está na fonte, você tem dois pés para cruzar a ponte.
Nada acabou...
Tente. Levante sua mão sedenta e recomece a andar. Não pense que a cabeça agüenta se você parar...
Queira. Basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo.
Tente outra vez...
Tente e não diga que a vitória está perdida, se é de batalhas que se vive a vida...
Há uma voz que canta, há uma voz que dança, há uma voz que gira bailando no ar.
Letra de música no fim da carta por Raul Seixas.











