Caro James,
Uma estranha sensação tomou conta de mim nesse momento. Desilusão conhece? Como quando você tem um ídolo punk e daí ele resolve virar skinhead... Não sei lhe explicar, acho que não consigo mais aguentar sentir isso por muito tempo.
Me perdoe. As coisas se tornaram tão inconstantes que meu medo de "solidão" começou a falar por mim, e até sofrer por coisas que não são o apocalipse. Mas eu fico aqui pensando... Será que eu quero continuar assim? A palavra inconstante aparece todos os dias no meu coração, já virou tatuagem do tanto que insiste em se marcar. Que sentimento é esse que vive entranhado mas pode causar felicidade num dia e desespero no outro? Pode ser puro de manhã e chegar ao fundo sujo e vazio no fim do dia. Algo capaz de despertar meu pior lado humano, um lado que nenhum vicio pode deter. Eu quero ir embora. Eu quero tanto ir embora. E o verbo final é depender.
ps: Você tem todos os meios para me jogar no fundo do poço sempre que quer, eu tenho só as palavras e as palavras são o que sou da maneira mais pura e sincera querido.

Da (que um dia foi) sua,
Lydia.

Carta destinada a um futuro [próximo ou distante] de quando a "Lydia conhecer seu soldado" e abandonar tudo e todos.
escrita em 29-02-2008