
Está quente aqui acolhida entre seus braços e abraços.
Queria neste dia olhar bem pros seus olhos, porque você não me sentes como eu te sinto, e tudo devido a uma cegueira incontrolável asfixiada por subjeções.
Queria neste dia olhar bem pros seus olhos, porque você não me sentes como eu te sinto, e tudo devido a uma cegueira incontrolável asfixiada por subjeções.
Porque eu sei em mim que o que é teu ainda não me pertence.
Na dor do meu prazer coberto pela percepção de que a partida está próxima, e ela é triste no meu anseio maior.
Já sei que em pouco tempo vou acordar e o corpo que eu conheci tão bem, não vai lá estar no quente dos lençois. Mas só por baixo do meu corpo frio de saudade.
Já sei que as minhas mãos são duras para a pessoa em que me tornei na minha frieza face plantada à falsos sorrisos.
Não sei viver mas sei fingir, abrigo-me à sombra da minha força que ainda não existe e por mais lágrimas que largue no chão - sem chão - deste trapézio que é só meu, eu sei que desta queda - que não é queda e só me fez escorregar - eu só vou me levantar mais alta.
Eu sei que no carinho que te tenho - e sempre tive - me levanto desta cama hoje com a certeza de ser em mim aquilo que sou: tão maior, tão mais forte e tão mais alta.
Esta será só a primeira de muitas noites que virão.











