Os olhos dela, translúcidos de emoção, arrogantes de trágica intensidade, encontraram os dele por um segundo e pestanejaram à beira do reconhecimento; mas então, esboçando um gesto até o rosto, como para afastar, expulsar, numa agustiante e persistente vergonha, o olhar deles, que era absolutamente normal, Ramsay pareceu implorar-lhes que refreassem por um momento o que ele sabia ser inevitável, como se impusesse a eles seu próprio ressentimento infantil por ter sido interrompido.
Contudo, mesmo no momento da revelação, não seria completamente destroçado, estava decidido a reter algo dessa deliciosa emoção - essa impura rapsódia de que se envergonhava, mas com a qual se deleitava.