Por mais que seja fácil odiar alguém ou suas ações, perdoar pode ser bem mais simples do que parece.
A questão é apenas o quanto você se importa e ama quem errou.
Hoje de manhã, após relembrar uma longa conversa noturna, percebi que a questão não é apenas não sentir nada pelo que o outro fez, ou simplesmente não se importar...
Tem pessoas que ocupam um lugar tão vasto em nossas vidas, que já estão perdoadas antes mesmo de pisarem na bola.
Mas só porque alguém diz que sente muito não significa que o erro nunca existiu.
Não é simplesmente só perdoar. E o que fica? Ou indo um pouco além, o que não fica?
Perdemos confiança, respeito e lealdade. Sobram apenas escombros: insegurança, anseio e uma angustia corrosiva no peito: será que vai acontecer de novo?
Aprendi da pior forma, que as pessoas na primeira chance que tiverem, agirão de forma desprezível. Principalmente se houver um rápido perdão.
Parece frio, mas acreditem, não é. Afinal, ninguém comete o mesmo erro duas vezes, se da primeira vez estiver sido claramente exposto e análisado - para quem o cometeu - exatamente o que houve de errado ali, e o que ele irá perder se isso acontecer de novo.
Isso me lembra muito Maquiavel ("Um líder deve ser amado e temido, mas se a primeira proposta não funcionar, melhor ser temido.") que de muitas formas foi julgado calculista, mas não podemos discordar que ele teve razão e apenas expôs o caminho mais fácil de lidar com a população, principalmente no surgimento de problemas.
Talvez isso não sirva só para os seguidores de Maquiavel, pois o amor pode ser estúpido o bastante a ponto de perder sentimentos recíprocos valiosos em troca de absolutamente nada.
Mas quem disse que se manter insensível é também uma tarefa simples?
O amor não basta*, nem nunca vai bastar.
Não pra
mim.




*É a segunda vez que essa frase é repetida aqui.