Me disseram certa vez, que é preciso coragem para escrever na primeira pessoa. Não sei o que esboçar quanto a minha dificuldade de escrever sobre Caroline... Me perco nas frases, confundo sentimentos e chego a me envergonhar. Me pego desviando de toda a gramática de uma forma estupidamente imatura.
Caroline... só eu a chamo assim sempre, a batizei dessa forma no momento em que ela me presenteou com um nome diferente do que eu costumava ter - ser conhecida. Meu novo nome poderia ter sido associado a tantas outras memórias do passado, mas mais do que tudo pertencia naquele momento as justificativas de Caroline.
No começo, confesso que não o sentia como substantivo próprio, mas logo cedi quando, com voz mansa, disse-me que era mais bonito assim e que, portanto, seria assim - es muss sein.
Logo, não senti incômodo ao tratá-la de uma forma diferente também, não foi proposital. Nunca entendi porque não me referia a ela pelo apelido que todos a chamavam, justifico pra mim mesma através da perspectiva em que a conheci, de ser pra ser. Não houve ninguém pra nos apresentar, foi um novo mundo isolado de conceitos, grupos e nomes.
Não confessei que também achava mais bonito chamá-la pelo nome próprio, simplesmente nunca consegui pronunciar Carol. Carol não fazia parte do que ela era pra mim, tornou-se Caroline desse dia em diante. No momento em que partirmos, cada qual para seu próprio caminho, Caroline partirá junto e deverei chamá-la de Carol. É preciso que seja assim - es muss sein.