
Que palavras são essas que me dizes sem dizer? Quais cores escondidas atrás do que realmente quer dizer? Tenho me confundido na tentativa de te decifrar.
Tenho me confundido a maioria do tempo em que me pego pensando em você.
E quando eu penso demais, não há lua, não há nada por trás da minha auto traição. Minto, há álcool.
Com o álcool eu olhei fortemente para os resquícios líquidos que sobraram em mim e tive a certeza de que poderia abrir mão de tudo que já não sinto e escolher. Sim, a única coisa que me veio na hora foi como eu poderia facilmente me apaixonar por você.
Poderia?
O que é fácil, banhado pela essência de serotonina da noite, é sempre tão difícil sobre a luz da manhã.
Fiquei sóbria e corri, corri até não poder mais. Eu fugi mais uma vez.
As pessoas tem muito pudor. Pudor de parecer ridículos, melosos, românticos, banalizarem o amor.
Eu tenho medo é de nunca ser capaz de banalizar nada. O meu medo vem da ausência de humanidade, é um egoísmo chulo e desnecessário que me conforta, me mantém longe do teu sorriso.
A questão agora é: Você existe ou eu simplesmente te inventei esse tempo todo?
Enquanto não encontro a resposta, continuo vivendo de velhos sonhos límpidos que, por enquanto, só enganam.











