
Notas dispersas.
Móveis espalhados ao acaso.
Vento dando de cara contra a parede.
Luzes fragmentadas.
Apenas restos de falas. As que consigo lembrar.
Promessas. Por que perder seu tempo?
Tua voz. Minha cabeça rodando.
Recordações dos teus versos, dos teus gemidos, daquilo que pareceu, por um instante, ser o que eu viria a amar em você. Desperdício de intenções.
Sobra de descuidos e inverdades. Tua camisa, emprestada em um dia de chuva. Jogada ao acaso sobre minha televisão. Não toco.
Não consigo encostar. Te mando pelo correio? Jogo fora?
Teu tom, teu som, tuas marcas no meu violão.
Apago tudo fechando os olhos.
[...]











