
Não há como fugir durante o son(h)o


No meio de certa noite quente e chuvosa
No meio de uma rua deserta e serena
Em meio aos respingos no vestido,
Fixando os olhos fielmente na esquina da rua,
A fumaça morna conforta,
E o seu vício me abre o desejo
E o meu vício me leva ao aroma fixado na pele
O seu vício nos cigarros
O meu vício no teu cheiro com cigarros
O vício nas promessas tragáveis
O vício em deixar para trás toda uma vida cancerígena
Em sentir um prazer sombrio com todos os nossos vícios
Olhou-me nos olhos e disse sereno:
“Você escolhe demais pequena, escolhe tanto, que esse mundo todo aos teus pés se transforma rapidamente em fumaça”
Saiu pela janela do quarto
Saiu para comprar cigarros e não voltou
Mas continua sempre ali, como a fumaça.

wonderful, you're wonderful, as wonderful as they come
to the feelings i can't even match
with my face pressed up to the glass, wanting you
Beautiful, you're beautiful, as beautiful as the sky
wonderful, it's wonderful, to know that you're just like I
And i'm sure you know me well, as i'm sure you don't
but you just can't tell
who'll you love and who you won't
and i love you, as you love me
so let the clouds roll by your face
we'll let the world spin on to another place
we'll climb the tallest tree above it all
to look down on you and me and them
don't forget to call, whenever
i'll be here just waiting for you
i'll be under your stars forever
neither here


Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo.
Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.
Busquei quem sou
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo, enquanto finjo."

O amor vê cara, vê coração e vê saldo de conta.
O amor vê carro, casa e perfume Dior.
Chora por desconto e corre em liquidação.
O amor procura o fácil, belo e de qualidade - sem esquecer o parcelamento de quatro vezes no cartão-
Leve agora e pague depois
Se o produto estiver estragado? A culpa é de qualquer outro por aí...
O amor só existe de forma pura na infância, em Branca de Neve ou Cinderela não há nenhum tipo de cobranças. E mais tarde descobrimos, que todo esse amor de conto de fadas, serviu apenas para o lucro de cineastas rechonchudos.
Mas porque tais produtores não passam a mensagem real?
Será que não percebem a lavagem cerebral infantil que criam?
A Disney é a maior criadora de futuros relacionamentos frustrados, criados ao léu e embasados na ilusão.
Pois o amor do mundo real se consiste numa massa capitalista, que lucra com filmes e mostra apenas o lado feliz raramente existente.
O ser humano é um eterno masoquista que adora viver num plano superior ao próprio.
E afinal de contas, quem hoje em dia gostaria de assistir à sua própria e frustrante realidade?
*Escrito em alguma terça-feira de Setembro.

Fosse ou não (e acho que não era) parte da coreografia total, ainda assim suas palavras produziam efeito.
Especialmente naquelas meninas suscetíveis ao que chamamos de paixão de estudante, como eu. Um tipo de emoção - ás vezes muito forte - que uma menina sente pelo professor ou diretor de uma peça. E o objetivo dessa emoção geralmente é mais velho, o bastante para ser pai da menina.
É assim um misto de amor que se tem pelo pai e do amor que se tem por um amante.
Era como se ele soubesse o segredo de variar de tamanho, como Alice, no começo do livro.
Podia ser muito adulto e paternal, e subitamente diminuia, com a alegria e espontaneidade de uma criança.

A verdade nua e crua era que sentia falta dele, mal podia imaginar a vida sem ele, estava sempre esperando encontrá-lo na sala ao lado, em uma das poltronas que sempre usava, ou entrando por uma porta, dizendo: "Ah, Alice!", com uma expressão que sempre parecia de prazer autêntico.
Não conseguia encará-la de frente, via apenas as sombras lançadas pela espera da morte.
Estava sendo tola e até covarde, estava cansada de se fingir corajosa.
Sem ele para servir de audiência, parecia não haver nenhuma razão para continuar a luta.
Havia suportado a morte dos pais com bravura, mas agora podia sentir o que bem quisesse.

Tinha a fatal ilusão de que não tinha ilusões...
- Você ainda se importa? - disse Rhoda
- Sim, eu me importo - admitiu Alice.
- Tolice!
- A tolice é uma parte essencial da vida - disse Alice, permitindo-se um sorriso malicioso.
Não fazia muita questão de que ela entedesse. O tempo que tinham passado juntas fora suficientemente deprimente.

Sentia-se um impostor.
Dava lhe um prazer sombrio essa sensação.
Vislumbres roubados.
Lampejos colecionados.
Prêmios estimados.
Era totalmente absurdo, o oposto de qualquer manobra razoável por meio da qual ela estaria armazenando lembranças dele, tentando fixá-lo nos olhos da mente para os anos vindouros. Estaria ela?
Ele achava que não. Sabia que, quando ela fechava os olhos, não era para congelar o presente, mas para derreter o gelo do passado, para voltar ao paraíso perdido da infância, ser aspirada de novo para dentro daquela toca de coelho...
Porém, cedo ou tarde ele iria embora,



[...]

Enquanto inalava o pó, eu o observava.
De longe, mas não tão longe.
Eu, de frente.
Ele, de perfil.
Meus cabelos atrapalhavam um pouco a minha visão ou era eu que não queria ver?
Mas estava bem atenta ao rosto dele, para que não me escapasse qualquer tipo de expressão.
Ele continuava a inalar.
Parava, me observava.
Inalava, com crueldade.
E eu na mesma posição, com a cabeça um tanto abaixada, mas o olhar erguido.
Olhava para dentro dos olhos dele durante a pausa que ele dava para me olhar.
Me arrancava um sorriso de canto de boca, mas eu abaixava a cabeça novamente e continuava a escrever.
Sobre o que?
Sobre aquela bela e ao mesmo tempo desprezível visão.
Se você observar, verá que ele é tão doce quanto eu.
Ou pelo menos tanto quanto finjo ser.
E toda uma vida, toda uma morte passa pela minha cabeça.
Tudo que é belo e nojento.
Amor, ódio.
Vida, morte.
Nesse exato momento, enquanto ele se mata aos poucos, me torturando, eu o vejo como um pai que partirá em breve, como um noticiário triste de um patético telejornal, como um amante que simpatizei, como um amigo que não mais terei.
Então, ele será apenas um pretérito, o meu pretérito mais-que-perfeito.
*Na foto o personagem mesmo sendo do mesmo filme, não é o "Sick Boy". Porém achei que ficou melhor caracterizado assim.

Ele o amava, mas enchiam-no de tédio, e quando chegou domigo à tarde foi um alívio estar guiando para o aeroporto.
Sentia-se culpado por pensar assim, mas eles todos levavam vidas tão normais, tão rotineiras. No final de um fim de semana ele sempre se sentia um desajustado. Pelo menos a mãe se divertira."


"Apóia-se no atril para se equilibrar melhor.
Seria terrível desmaiar, pensa ela.
Mas seria aceitável morrer ali, para ser transladada do tempo naquele instante, conduzida para a eternidadde por aquele aplauso infatigável.
Ser devolvida àquele País das Maravilhas, que ela viu de relance mas nunca conheceu, ou no qual viveu tão brevemente, que mal consegue se lembrar!
Os olhos de Carrol*, ela lembra bem, eram límpidos e tristonhos, mesmo quando ele contava piadas, mesmo quando estava rindo.
Ser devolvida àquele olhar sombrio ou finalmente se libertar dele - as duas coisas seriam aceitáveis."
*Lewis Carrol, escritor de Alice in Wonderland

Éramos cinco,
Éramos quatro,
Éramos três,
Éramos plenas.
Riamos e brincávamos as custas de nossas próprias tragédias.
Éramos três confidentes, três passados e três futuros, que sonhávamos um dia ser entrelaçados.
Éramos a base da pilastra central.
Mas um dia todos os sorrisos foram lentamente ficando amarelados, e o telefone não tocava mesmo em datas especiais.
"Desculpe-me por algo que não fiz".
Começou com sorrisos distantes e terminou com faces mórbidas e duras por falta de expressão.
Mas hoje eu posso dizer adeus, pois choros no canto da casa que fui intrusa não me comovem mais.
E os encontros ficaram marcados por um único elo fraco e transparente, que por muito tempo, foi a base de sustento de algo que já ruiu.
O que somos agora além de perfeitas estranhas?
Estranhas que julgam e machucam por ter orgulho demais.
Acabou-se toda a magia e cor do nosso agora distante "arco-íris".
É o fim do BNDU, e o início de toda a minha tortura com relacionamentos frustrados.
Sejam bem vindos ao mundo real.
E nesse mundo não há amiguinhos nem arco-íris.
Aqui você está só, você se vira só, e se não se virar será sugado até os ossos.

Porque se acomodam em viver assim?
Como podem viver assim?
Porque fazem mal para outras, ciente do que estão fazendo e sem justificativas concretas?
Será que no fundo realmente acreditam nas justificativas que criam?
Ou será que tudo não passa de uma ficção bem criada em conjunto?
Quando criança, eu costumava inventar mentiras para ter amigos.
E as vezes, elas se tornavam tão repetitivas, que acabavam fazendo sentido e se tornando reais pra mim.
Como num sonho recente.
Ou talvez, um sonho de um sonho.
Hoje, mal consigo segurar meus próprios pensamentos
A ironia é que a verdade até hoje nunca me ajudou
E o insano é que eu continuo fiel a ela.
Hitler afirmava que uma mentira contada mil vezes se torna verdade, mas isso realmente justifica todo o dano causado?
No fundo, quando despertarmos de nosso sonambulismo, a verdade vem a tona e junto com ela a sujeira que ficou debaixo do carpete.
Assim como a história já nos mostrou.
*Eu escrevi isso quando tive de ficar um bom tempo longe de um amigo, mas serve para vários momentos em que me senti injustiçada com pessoas que fazem coisas que simplesmente não há como nem tentar entender.

Não peça para nutrir-lhe em meio à minha própria anorexia.
Tire-me deste pesadelo!
Jogue-me da janela!
Despedace o que restou firme.
Minha pele queima, inflama e não há cicatrizes além das alucinações.
Faça tudo parar!
Tudo que invade meus limites, e corrói até entranhar fundo nas feridas dos mais obscuros pesadelos.
Não me deixe cair;
Não me deixe queimar;
Não me deixe!
Eu preciso de algo para acreditar.
Faça meu corpo se mexer!
Faça essa dança aleijada ter fim!
Não deixe que me toquem;
Não deixe que me usem;
Não deixe que se masturbem.
Diga-me o porquê de tantas lágrimas e gritos!
Diga-me quando cada pedaço do meu corpo se definhar...
Porque eu me sinto tão morta?
Porque tenta tanto me matar?
Faça-me voltar ao normal!
Deixe-me na beira da estrada!
Não gostaria de me matar?
Tudo preto no branco.
E entre achados e perdidos,
Acabamo-nos todos.
No seu País das Maravilhas, a distância não é tolerável

Nenhuma substância nesse mundo pode nos parar.
Todas as mentiras mal contadas e reescritas por mim, não podem os mudar.
Já foram escancaradas todas as portas, e eu me tornei ainda mais insone.
Nossa doçura se esparrama todas as noites junto com todas as promessas e juras, que eu posso sentir que são reais, mas um dia podem se tornar apenas boas lembranças ofuscadas, omitidas e sem vida pela sua aversão a distância.
Não escrevo do que é intenso demais meu amor, porque não existem palavras suficientes no meu país das maravilhas. Aqui, são só sujeiras, cartas chamuscadas e mal resolvidas.
Eu realmente não me importo com o rumo que você escolhe guiar a sua vida, contanto que seja intenso e principalmente real.
Nenhum questionamento é por acaso.
As vezes a felicidade cega as nossas pequenas insatisfações,
mas por um momento, pequeno que seja,
que perdemos essa euforia e liberdade,
a insatisfação aparece muito maior que qualquer sentimento
e só vai embora depois de magoarmos quem amamos.
As vezes só precisamos acreditar.
Acreditar que independente do que foi agora é diferente.
O que todos nos precisamos é que o outro sinta.
Sinta exatamente como nos sentimos e principalmente nos sinta como ser humano.
E no fim das contas, os questionamentos são mal feitos, mas feitos.
E os resultados, em sua maioria, pressionados.
Tudo repleto de tédio mal amado.

Músicas boas já não existem mais.
E as que são, são regravações das antigas.
Baladas de amor são um porre.
Tv é um lixo.
Novela tenta regravar a realidade de contos de fada distorcida.
Malhação? Uma reciclagem que merecia ter ido para o lixo.
Não existem mais ideais.
Temos tudo de mão dada.
Não há mais luta.
E muitos nem percebem.
Nós só comemos fast food.
Pizza, hot poket, miojo, lanche vão virar jantares mais vezes do que gostaríamos.
Que ter 17 anos é quase ter 18. E 19 quase 20. Mas, ter 17 não é o mesmo que ter 18 e que ter 19 não é o mesmo que ter 20.*
Pequenas diferenças contam muito.
Amigos são colegas e melhores amigos são amigos.
E acredite, amigos são comuns. Melhores amigos não.
A ilusão não acabou.
Baseado virou comum,
sexo com estranhos também.
Ir no cinema é divertido até aos 14 anos, quando beijar ainda podia ser interessante.
Amor inocente existia até essa época também.
As pessoas se tornaram monótonas.
Beijar hoje em dia é como um cumprimento comum e compromisso mesmo é fazer sexo.
Se excitar é algo realmente difícil.
Falsas beatas são as mais curiosas e quem é puta, é puta assumida! (e gostar de sexo, não é ser vagabunda. Há uma grande diferença).
Quando algo íntimo é escandalizado, não importa que postura que você sempre levou, você será uma vagabunda também.
E em qualquer lugar que você vá sempre, sempre terá um idiota, porque fofocas sempre vão existir.
Algumas delas serão verdade, mas a maioria sempre será inveja. /fikdik
Futebol é sinônimo de briga.
Falar da mãe é comum.
Mulheres se tornam barraqueiras com um pouco mais de bebida e um pouco mais de rapazes para chamar a atenção.
Bebidas comuns não têm mais efeito, o que é legal mesmo é beber ou vodka ou uísque puros – e misturar com algo que te deixe alto.
Vícios são bons até certo ponto...
E viva à balada!
Baladas sempre são sinônimos de bebida e pegação.
Há dias que todo gato será pardo.
Há dias que não importa o quanto você esteja desiludido com o mundo, alguém pode mudar isso.
Amigos (melhores) podem mudar.
Você pode mudar também.
E as coisas vêm mudando.
*Lembrei de uma grande pequena menina e amiga, de apenas 15 anos.
** Eu não sei bem de quem é a ideia central desse texto.

Não se preocupe.
É eu sei que eu sempre falo para não se preocupar e no fundo há algo para se preocupar... Mas sejamos realistas, foi você quem me pediu certa vez para não te preocupar antes de algo que requer certo peso nos ombros.
Mas Annie continua com os ombros pesados...
Anne diz que odeia mais do que gostaria e que não sente mais vontade de escutar nenhuma música sequer.
Annie, você está bem?
Não adianta cuspir mais sermões, seus ombros não agüentam mais e ela jogou todos os terços de cabeceira fora aos onze.
Não me venha com métodos para tirar todo o peso, ele já está estagnado.
Mas não se sinta mal, isto não começou com você, mas irá terminar com você.
E diga ao pequeno Michael, para guardar os sermões de encorajamento para a terapia e os xingos que impõe uma solução imediatista para o exército de nosso pai.
Annie só precisa saber que você está ali
Annie não deseja mais palavras além das que vem das minhas músicas
Annie não quer mais sonhos vazios, eles já fazem seu mundo se encher de concreto demais.
Annie precisa ir embora.
Mas mesmo assim, ela insiste que eu pergunte todos os dias como no refrão:
Annie, você está bem?

O que fazer quando o único caminho é a imposição?
Odeio ter de dar razão a ideologias antigas guiadas pelos princípios da imposição, mesmo que seja apenas uma vez, eu não acho certo utilizar de tais métodos, mesmo quando é extremamente necessário.
Só me resta tentar pela última vez segundo meus princípios, mas se isso não funcionar, eu sei que quem vai carregar todo o peso nas costas no final sou eu e mais ninguém envolvido nessa história.
Porque quem começou a usar métodos sujos pra descobrir o que no fundo já sabia, também fui eu.
A culpa de quem descobriu a sujeira, pode ser muito maior do que a de quem a fez.

E muitas vezes o melhor para nós, nem sempre é o melhor para o outro.
Mas então, vale à pena mudar e perder sua própria identidade por outra pessoa?
E se mudar, é mudar para o melhor, porque te pedem isso?
Tem pessoas que quanto mais você conhece mais você se assusta com a verdadeira personalidade, e em alguns casos até mesmo com seu caráter. E muitas vezes não quer ou não consegue se afastar por apego ao que era antes, por costume e até mesmo por medo do que ela "se tornou".
Mas por outro lado, tem pessoas que quanto mais você conhece, mais você as ama.
Mesmo sabendo que nem sempre tudo serão flores e que raramente encontrará tais pessoas,

Quando estou nos seus braços, tudo é tão simples, tão seguro e ao mesmo tempo repleto de ternura.
Eu me sinto tão feliz, tão plena, e tão esperançosa quando penso na sorte que eu tenho de ter alguém como você comigo. Alguém que me faz sentir tão única.
E como é bom saber que eu também posso te causar tais sentimentos, que eu também posso te fazer feliz. Porque você me faz a garota mais feliz desse mundo!
Eu não consigo pensar em mais nada, absolutamente nada para tirar, mexer ou modificar. É tudo tão bom, cada gesto, cada olhar, cada conversa e cada sabor.
Tudo tão por acaso, com uma inocência que não raro destrói vidas.
Mas tudo tão nosso e completamente são.
*Belle and Sebastian

Estou longe de Aristides, o justo, confesso.
Mas a coisa fica mais séria, quando percebemos a que caminhos a inveja pode guiar as pessoas.
Inveja às vezes é muito confundido com ciúmes, mas é uma coisa bem diferente da outra.
Ciúme é se preocupar com outras pessoas tomarem o que você ama, já a inveja é algo muito além, é odiar alguém que tem algo que você não tem ou até mesmo que pode chegar a ter algo que você não tem. Tal ódio pode se tornar muitas vezes irracional, mas não justifica nenhuma das ações resultadas dele.
A questão é que todas as vezes que eu tinha alguma conquista pessoal, uma parte dela morria.
Toda vez que ela via meu rosto se iluminar, ela tinha vontade de apagar tudo na minha vida.
Isso me lembra muito a tragédia de Rosemary, que assim como eu, nunca pensou nem por um segundo em "assassinar Beethoven". Simplesmente pelo fato dele ser um gênio.

Olá Miguel,
Eu sei que cartas são ultrapassadas e velhas, mas estou te escrevendo essa porque estou com uma vontade tremenda de te dizer tanta coisa! E noturna como sou, não quero de maneira alguma atrapalhar o seu precioso sono. Até porque você não escutaria uma só palavra dormindo não é mesmo?
A verdade é que não há nada de importante e urgente a dizer. É que eu apenas sinto a sua falta de uma maneira estranhamente absurda a noite.
Parece que a noite é tão mais fria e o dia tão mais pacato quando não começa com você ao meu lado... Isso tudo soa tão bobo não é mesmo?
E tem a parte psicopata noturna from hell em que eu nas minhas insônias me contento a te olhar dormindo, isso me dá uma estranha sensação de paz e tranquilidade, você pode não achar mas você é tão sutil e tranquilo quando está dormindo. Nessas horas tenho uma vontade de entrar nos seus mais profundos sonhos só pra tentar conhecer um pouco mais aquilo que me fascina.
Não sei mais o propósito dessa carta, a verdade é que eu poderia passar um bom tempo sem fazer absolutamente nada que não seja olhar pro céu com você ao meu lado, conversar sobre a vida e sobre o quanto essa nossa cidade tem falta de estrelas.
Mas e você, poderia?


Desta vez não fui capaz de sentir o gosto doce dos morangos rosados...
Tinha tudo para ter aquele gosto, mas eu simplesmnte não o sentia.
E aguardava pacientemente nos meus momentos furtivos, que eu pensava serem capazes de trazer a verdade a tona, que os morangos em algum momento iriam resolver aquele mal entendido...
Porém, no lugar dos morangos senti um gosto forte de sal, mas não fui capaz de escutar nenhuma onda do mar.
Só me restou me esconder e me encolher o máximo que pude.
E o quadro de fotos dos nossos quartos permaneceu vazio.
Vazio como as suas acusações.
Vazio como as minhas tentativas de esclarecimentos.
Vazio como as minhas expectativas.
Vazio como aquela noite escura.
Vazio como o meu coração se sentiu.
Não me deu uma chance sequer de olhar realmente além dos seus olhos.
Ele estava ali, mas não estava.
E de cheio, só havia minha xícara de café.


Basta apenas não sonhar.
Pois sonhos são pros tolos que desejam amar.
(eu não suporto rimar, mas saiu.)

Quero meu corpo em seus braços
Paro o relógio
Deixo que o tempo se ausente
Se me for dado somente um minuto
Não lamento
Penso nele devagar
Quando me beija a boca
Quando me beija por dentro
Sou a puta da esquina
Sou a virgem Maria
Se o seu tempo for só de um segundo
Será nele que inventarei a eternidade
É assim que o amo
Não me importa
Se no minuto seguinte
Já não está comigo
Ele é o homem que amo
Se o seu tempo
For de um compasso
Que ele seja de pausa
Porque urge o silêncio
Se for um desenho
Que ele seja branco
Tão intenso o que sinto
Eterno é o momento
Quando ele me beija por dentro

Todas as manhãs, seus olhos brilham para o laranja vibrante
Aquele sorriso gostoso não se desgasta
Não se influência
Mas possui um raro dom de me mudar.
Mais uma vez está quente,
Claro e lúcido
Sempre sonhando com os pés atolados ao chão
Chão que já foi a Roma, Berlim e Praga
Mas resolveu descansar num horizonte qualquer, em plena tarde de maio.
Não tem receio do gosto, deseja o corpo
Mergulha sereno por todas as melodias
Enquanto o tecido passeia mais uma vez na clareza das peles
Movido pelo som ele almeja voar.
Tornou-se hipnotizante com tamanho veneno
E no ímpeto de salvar um pouco da minha lucidez, questiona:
"Não deseja saber aonde vai parar?"
Não, é claro que não. Afinal, o que seria da minha insônia sem o âmago de todos os meus sonhos e pensamentos?
"Um vazio nos meus braços e um queimado de cigarro nesse suéter.”
Pois dê-me mais um trago.
*Não consigo parar de mexer nesse texto. Nunca está bom.

"Eia mocidade de sonhos tantos!
Sonhos intensos e intermináveis,
Que parecem tragar-nos.
Prendemo-nos a eles ou nos prendem?!
Somos empurrados num solavanco
Forçados a abrir os olhos noite adentro
Insones...
Esvai-se nossa mocidade!
O reflexo no espelho é turvo.
“Será que aquilo tudo era real?”
Na aurora cai sobre nós um mundo,
Passos e passeios...
Que não se assemelham aos nossos.
Sem asas e entre seres vazios...
A dor sufocante no peito mais uma vez
Teria eu ficado louca?
“Oh, você não tem saída”, disse o Gato, “nós somos todos malucos aqui. Eu sou louco. Você é louca.”
À menina das palavras e sonhos mordazes."
Por Salazar Felinto
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=35441
*Há tempos eu não recebia um presente tão especial quanto este.

"Permitam-me que seja franco
antes de começar
Não vão gostar de mim.
Os cavalheiros sentirão inveja
e as damas repulsa.
Não vão gostar de mim agora
e muito menos com o decorrer da história.
Damas,
um aviso.
Estou disponível.
Sempre.
Não é uma questão de orgulho ou opinião.
É uma constatação médica.
Digo-o de forma categórica.
E irão vê-lo de forma inequívoca.
Não.
É uma posição confortável a vossa
é melhor observar e tirar as vossas
conclusões de forma distanciada
ao invés de o fazerem vendo-me
envolvido com as vossas mulheres.
Cavalheiros,
não desesperem.
Também estou disposto a isso.
E portanto, o mesmo aviso
se aplica a vós.
Controlem as vossas erecções até
que eu tenha uma última palavra,
mas quando tiverem sexo,
e terão sexo,
estou certo que o farão,
saberei se me desapontaram.
Desejo que façam sexo
enquanto vos observo e
ridicularizo os vossos genitais.
Sintam...
como eu senti,
como eu me sinto.
E pensem.
Seria este arrepio
o mesmo que ele sentiu?
Será que sentiu algo de mais profundo?
Ou existe um muro de infelicidade em
que todos chocamos com as cabeças
nesses pequenos momentos eternos?
É tudo.
Este foi o meu preâmbulo.
Nada em rima.
Nenhuma afirmação de modéstia.
Não esperavam isso, penso eu.
Chamo-me John Wilmot.
Visconde de Rochester.
E não quero que gostem de mim."

"O que digo,
Digo agora e digo sem demora
Antes que me acabe o tempo do suspiro
Quero um dia conhecer o rosto que se esconde atrás dos papiros.
E D’alva me escute e me livre
Que não seja uma dessas pobrezinhas
A se lamentar por suas violetas murchas e velhas.
Bem sei que em meio trevas
Acendes velas
Para iluminar o caminho que leva a teu rosto.
Mas os vapores me interrompem
Entre o caminho e você,
Existem infindos prazeres e amores
E não posso mudar o que já está posto.
Mas em uma noite dessas sovinas
Hei de ler-te
Como nenhum leu ainda."
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=35441

Meu beijo é o escarro
Minha paixão vem com um toque de compaixão gélido
Meus músculos se contraem apenas com sentimentos malditos
Sempre ao extremo dos farrapos incontroláveis, que embalam minha insanidade cega.
A roda não cessa
Escancara todos meus novos antigos hábitos viciosos recheados de pesadelos insones
Há algo incompleto, sempre.
Rasgo teus poemas
Queimo todas as tuas casas abandonadas
E assim, se esvai tudo que restou dos meus amores
Junto com todas as tuas aventuras azedas e ásperas.
Não se foi, porém mal ficou e já fez planos para o nunca
Lembrou-me que não haverá jamais um futuro no mesmo cômodo
"Só não te esqueças de adaptar, troca tua pele como camaleão em dias de fuga" Sussurrou mais uma vez.
Escarro novamente na mesma boca que me afaga com ternura
Ah! Como se mantém débil diante de um reino de pesadelos insones e ocos dormindo ao teu lado?
Como poderá um dia tal coração ser sábio e justo, se necessita se comparar constantemente ao teu afago?
O mesmo, que entorpece todo o meu corpo jovem embasbacado.

"Este é o muro e nesta janela,
onde sobe enredando-se a hera,
eu deixei os meus versos a ela
na manhã de uma azul primavera.
E em meus versos a ela eu dizia
como dói, simplesmente, o amor.
Os meus versos deixei e no outro dia
sua alva mão me pagou com uma flor.
Este é o horto e em seu arvoredo,
nas veredas daquele recanto,
ela disse com a voz em segredo:
"Eu te amo e não sabes o quanto".
Junto aos muros daquele moinho,
ao abrigo da sombra das vides,
quando o carro se pôs a caminho,
ela disse a chorar: "Não me olvides?".
Na janela a hera ainda medra,
e a parreira que o sítio ensombrou
ainda enfeita o muro de pedra.
Tudo é o mesmo, mas tudo mudou.
Não há na casa mais seres amados;
entre as ramas agora há outras flores;
ninhos, folhas já estao renovados.
Também novos, em nós, são os amores."

Vultos e luzes brilhantes dançam no nosso céu
Elas inssistem em se misturar, ousam se masturbar,
e finalmente vão embora sorrindo sem ao menos tentar cansar
Sussuram numa tentativa frustrada de encerrar um longo e saboroso ciclo viciante
Suas vozes aveludadas convidam todos os bandos de animais que na sua vasta liberdade de voar, não se preocupam em amendrontar toda a imobilidade que frustra e prende na nossa realidade cinza.
Por que não correr, se nada dura pra sempre?
Pra que fugir se as sombras sempre estarão ao nosso alcance?
Benflogin sim
Benflogin não
Benflogin faz mal, faz bem
Faz bem, faz mal
Mas faz.

"Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!
O amor da Humanidade é uma mentira.
É. E por isto que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo.
O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!
Quando, se o amor que a Humanidade inspira
É o amor do sibarita e da hetaira,
De Messalina e de Sardanapalo?!
Pois é mister que, para o amor sagrado,
O mundo fique imaterializado
-Alavanca desviada do seu fulcro-
E haja só amizade verdadeira
Duma caveira para outra caveira,
Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!"

excluir (eis...i)
v. tr.
1. Pôr fora; pôr de parte; não contar; não incluir; omitir; expulsar.
2. Tirar (de lista, de enumeração).
3. Não admitir.
4. Não deixar tomar parte.
5. Exceptuar! Excetuar.
6. Privar da posse de alguma coisa
E ele finalmente fez o que era realmente o mais certo para todos nós.
Nós eu, nós ele, nós ele, nós elas.
Trilhos de diferentes ferrovias que indicavam uma estrada menos turbulenta.
Não há mais porque ter medo de se chocarem, finalmente qualquer pedaço de chão ficou pra trás.
A fumaça é tão difícil de inalar, porém a vaga lembrança de tal cheiro me da ânsia pela busca do afago de novos mares.
Não se esqueça que eu sempre iria procurar por ele por trás de qualquer lugar que eu fugisse. Sempre.
E não se esqueça nunca de viajar para a praia mais próxima só para sentir de verdade o gosto salgado e estonteante do mar.
excluirei
excluirás
excluirá
excluiremos
excluireis
excluirão
No meu futuro do indicativo você não irá jamais.
18|06|09
Pantera cor-de-rosa não me assusta mais

Veio sorrateira e mansa,
tentou pemanecer,
ousou permanecer.
Na mesma tarde,
um brilho sorrateiro se estendeu naquele olhar.
Foi-se tarde.
Pantera cor-de-rosa que não foi capaz de terminar episódio algum.
Pantera cor-de-rosa não solucionou nenhum caso.
Pantera cor-de-rosa não fez nenhum rosto sorrir.
Enraizou em crianças lunáticas e as vestiu de sua cor.
Onde estão todas as suas mentiras agora?
Porque tanta mágoa? Tanta cor em vão?
Rosas encharcadas, implantadas e sem sol.
Pantara cor-de-rosa faça me rir!

Toda noite mal dormida é mais verdadeira do que todas as terças mal saciadas de sono, saudades e planos.
Tudo inexplicávelmente simples e sempre certo.
Há muito o que se fazer, e tudo nos empenha a jogar tudo o que fizemos pela porta dos fundos.
E de repente o dia já raiou.
Não existe mais sono só sonhos na rua deserta.
Você é a parte inexplicável que sempre faz e acontece.
A parte que finalmente tem algum sentido e não precisa estar mesclado a cinzas e desculpas.
Não, você não é passageiro.
Chega, fica, toma um chá.
E finalmente se vai sem avisar ou dar notícias de alguma possivel volta.
E eu sei que eu também nunca fui uma pessoa de anunciar visitas.
Não, não se vai.
Sacode, revira e cava.
Cavou mas nunca enterrou.
É a parte humana que preza sem julgar.
O rabisco perfeccionista e bem elaborado que nunca foi planejado.
Você é real e eu te amo.
As paixões também vão pro zoológico

Atualizando o perfil do orkut:
Com os relacionamentos anteriores eu aprendi:
Prefiro que fiquem no zoológico
Paixões:
Prefiro que fiquem no zoológico
As paixões também ficam no zoológico? - me perguntaram um dia -
Sim, minhas paixões também ficam no zoológico.
Por que?
Porque o que é paixão é rápido, passageiro, o famoso fast-love.
Ou como diz o poeta "é fogo que arde sem se ver".
Fogo é uma descrição engraçada, faz brasa, escarceu, queima e depois mais cedo ou mais tarde se apaga. Só sobram restos inúteis chamuscados.
Não, não desejo mais paixões chamuscadas com prazo de válidade estampado na cara.
Lobotomia em hospital barato, sempre com os mesmos papéis de parede cafonas.
A paixão não é real.

Ele é deplorável.
Joga com tudo que tem da maneira mais hedionda e perturbadora possível.
Ele nunca teve face, nunca teve uma vida que não estivesse mergulhada nos mantos maternais da mentira.
O cheiro que ficou na minha roupa me da náusea, parece algo limpo demais, falso demais cheio de amaciantes caros e muito bem passado.
Completamente engomado para enganar, são fios feitos com veneno de cobra.
Ninguém vê, e não desejo a mais ninguém o que foi de mim, mas felicidade sem verdade nunca existiu e não é agora que todas elas irão encontrá-la... Talvez por um tempo, ou muito, depende da cegueira do sentimento doentio.
Mas a verdade sempre vem a tona. Sempre.
Mas ele ainda assobia nos meus ouvidos, ainda me traga a olhar para as mentiras do presente.
E nesse presente o papel é mal escrito, cheio de palavras rapidamente rabiscadas e perturbadas.
Tornou-se feio, tornou-se finalmente real.
Era belo, áspero e intratável.

Não desejo 'doar' uma parte de mim para dar continuidade nesse mundo.
Acho que nunca uma sociedade foi mais infeliz e foi pressionada para ser feliz consumindo.
Compre tal marca e seja o mais belo, beba tal cerveja e coma todas as loiras americanas com bronzeamento artificial, use tal lingerie e seja a mulher mais atraente do mundo.
O capitalismo virou sinônimo de felicidade para todos nós.
A verdade é que todas as pessoas acham que por você ter nascido saudável e com alguma condição no minímo moderada, você obrigatoriamente tem de ser feliz.
Mas ninguém é feliz o tempo todo.
Ninguém.
Nem mesmo os animadores de parques infantis ou qualquer tipo de pessoa que é realmente bem paga para para 'ser feliz'.
E na maioria das vezes tal felicidade é direcionada para conquista do cliente.
De volta a felicidade capitalista.
Com tanta correria, com tantas preocupações e cobranças do que você deve ser ou não quem consegue realmente saber o que é e não é real?
Seja promovido, passe numa federal, agrade a tia que é fanática religiosa e o avô que é anticatolicismo...
O verbo sempre é o 'ser', seja o que eu planejei e se não for a sociedade irá dar um jeitinho de te excluir de perto de todos os certos.
O que é diferente assusta.
Não pinte o cabelo, não ponha piercings, não use drogas, seja bom em química, não transe, não seja gay, não se vista diferente dos padrões, não beba, não ande descalço, entregue os relatórios amanhã, vá na igreja aos domingos e lembre-se: eu te amo, mas lembre-se de ser o que eu quero que você seja.
Sinceramente acho que com tantas cobranças, eu sou muito mais triste do que feliz. E não desejo isso dar continuidade para uma sociedade que só caminha pra uma catástrofe clara e patética.
Umm dia todo mundo vai tomar tarja preta.

O telefone não vai tocar
e a porta não vai abrir,
o café está frio,
amanheceu dia claro
e nenhum de vocês
nunca esteve aqui.

O tempo me tira um cigarro
Coloca-o na boca
E passa de um dedo para o outro
As paredes clamam
Se estendem, mas logo você esquece de tudo
you're my rock n roll suicide
Você é jovem demais para perdê-lo
E você velho demais para perdê-la
E o relógio sempre espera tão pacientemente sua canção
Você passa por um café
Mas não há fome quando se vive muito
you're my rock n roll suicide
Os freios de chev estão rosnando
Enquanto deslizamos pela estrada
Mais um dia nasce
E você precisa correr pra casa
Não deixe a luz do sol arruinar sua sombra
Não deixe o leite derramar
Lave sua mente
Eles são tão naturais
Religiosamente cruéis
Mas não, meu amor
Você não esta só.
Sua cabeça está confusa
Mas posso tentar fazê-la sorrir.
Lave sua mente, meu amor
você não está só.
Não importa o que ou quem você foi
Não importa quanto tempo nem onde você esteve
you're my rock n roll suicide
Todas as facas parecem dilacerar seu cérebro
Eu tive minha cota
Lave sua mente, meu amor
Você não está só.
Apenas confie em mim
e não estará só
Apenas me dê sua mão, porque você é incrível
Me dê sua mão porque você é incrível, meu bem
Me dê sua mão...

O tempo passou, e eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.
Até que algo sensacional aconteceu.
Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele.
Ele quem mesmo?











